terça-feira, 21 de setembro de 2010

Os Gêmeos Espirituais - Vera Guimmel

Tive uma experiência bastante enriquecedora, ao entregar um mapa numerológico para um médico. Ele veio por muita insistência de uma amiga, para conhecer sobre numerologia. Muito cético e introspectivo, ele me olhava atentamente como se me estudasse. Lá pelas tantas perguntei-lhe que especialização médica havia feito. Respondeu-me com outra pergunta: “Clínico Geral, por que? Então disse-lhe, porque de acordo com o seu mapa, você tem que cuidar de crianças especiais, com síndromes e outras dificuldades. Ele arregalou os olhos dizendo-me, mas já fiz isso e não me trouxe nenhum retorno.
É uma medicina que não cura, pois é frustrante acompanhar um paciente e não verificar nenhuma melhora. Aconselhei-o a retornar para essa atividade médica, pois era um compromisso assumido em outras vidas. Foi então que me revelou que, quando deixou de clinicar as crianças, passando a trabalhar como endocrinologista, emagrecendo as pessoas, seu filho, de 2 anos, começou a apresentar um comportamento muito estranho. Já com certo domínio na fala, só se comunicava na 3a pessoa. “Luiz quer água” para logo em seguida dizer, “ele está com fome”. Naquele momento, perguntei-lhe com que idade seu filho estava. Disse-me estar já com 14 anos e continuando a falar na 3a pessoa. Com o passar do tempo, ficava muito definido o comportamento dicotômico do Luiz, que ora comportava-se como um adolescente, para em seguida, não conseguir amarrar os sapatos. Oscilava, segundo o pai, entre as idades de 2 anos e a atual. O pai pesquisou e enviou exames para todos os lugares mais avançados, como a Nasa e um laboratório na França. O máximo que conseguira fora um diagnóstico de sinusite. Os colegas médicos batiam cabeça, pois o menino não se encaixava em nada conhecido pela medicina. Esquizofrenia, autismo ou outra doença mais conhecida. A mãe morrera quando ele ainda era bebê e o pai casara-se de novo para que pudesse ficar o dia inteiro no consultório ou mesmo nos hospitais. Revelou-me que não tinha mais esperança e foi aí que eu decidi fazer-lhe uma proposta. Volte amanhã e vou lhe atender sob orientação espiritual. No dia seguinte estava ele lá. Foi então, que diante de sua enorme perplexidade lhe falei: Seu filho era para nascer gêmeo univitelino. Não houve cisão no núcleo do óvulo fertilizado (ovo) e, portanto, os 2 personagens, embora oriundos da mesma mônada, não se uniram para ocupar um só corpo. Tem 1 dentro do corpo e o outro do lado de fora, unido por um cordão, que se nega a colaborar, porque quer ter um corpo só para ele. O médico me olhou espantadíssimo e tive a certeza que, se ele pudesse, mandava me internar. Expliquei-lhe o fato do menino falar em 3a pessoa. Os 2 conversavam pelo mesmo aparelho vocal. Um chamava-se Luiz e o outro não tinha nome. Quando o Luiz falava com o irmão dizia “ele quer dormir” ou “ele está zangado”. Por outro lado, o “ele” chamava o irmão de Luiz. Era a conversa do “ele” com o Luiz. Falei para o pai que nós precisaríamos fazer o renascimento do filho dele e precisávamos do seu consentimento. Avisei-o que à noite, o Luiz, que já era um garoto muito alto (do tamanho do pai), ficaria em posição fetal e que ele não se preocupasse. O pai naquele mesmo dia chegou em casa por volta da meia-noite e abrindo a porta do quarto do filho o encontrou nessa posição. Fechou rapidamente a porta do quarto e logo de manhã muito cedo, tomando o seu café, Luiz, chegando bem perto do pai lhe disse: “Pai, eu quero TV à cabo no meu quarto.” O pai se levantou e saiu correndo para o carro, me ligando em seguida. Estava apavorado, disse-me que não estava entendendo porque o filho falara “eu” pela primeira vez em 14 anos. Não precisa dizer que depois disso, todos os avanços de comportamento que o Luiz apresentava, ele me ligava. Certamente hoje o Luiz já deve ter emparelhado com a idade cronológica. O garotinho de 2 anos que estava do lado de fora, boicotando o desenvolvimento daquele personagem, do qual ele também fazia parte, juntou-se no renascimento com o irmão Luiz. Hoje o Luiz está com 20 anos, acredito eu, com uma vida normal. Com essa experiência, passei a entender o significado de reencarnação simultânea, mas isso é um assunto para um outro artigo.

Vera Ghimel - veraghimel@oi.com.br



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