domingo, 24 de outubro de 2010

Você Sabe Elogiar? - Eliana Barbosa

No palco das relações humanas, fica muito claro, para todos nós, o quanto é complexo conviver pacificamente. É preciso sabedoria, tolerância, compaixão e muita compreensão, porque por mais rudeza que alguém demonstre em seu comportamento, dentro dele mora um filho de Deus, com potencialidades ainda ocultas, e muitos medos, traumas e carências – de ordem afetiva e emocional – para serem curados.

Devido à baixa auto-estima que ainda domina a vida da maioria das pessoas, fica muito evidente no comportamento delas a necessidade de ter seu valor reconhecido pelos outros. E, sabendo dessa carência humana, você pode entender melhor o poder transformador do elogio nos relacionamentos. É através do elogio genuíno - sem afetação -, que você vai construir pontes entre você e os que lhe cercam, derrubando os muros da arrogância e do egoísmo – duas posturas de vida que nos distanciam das realizações.

Tanto na vida amorosa, familiar, social ou profissional, a melhor forma de se aproximar das pessoas e conquistá-las para o seu modo de pensar é elogiar o seu progresso, por menor que seja, e incentivá-las continuamente, de preferência em público, para que todos se sintam motivados a crescer também. E o mais recompensador é que ao reconhecer o valor do outro você ativa um círculo virtuoso, atraindo para perto de si, naturalmente, pessoas incentivadoras, cheias de gratidão e entusiasmo.

E caso você precise fazer uma crítica, para que ela seja realmente eficaz e não provoque ressentimentos, atente para isso: fale com a pessoa em particular e expresse primeiro os seus próprios erros e dificuldades; em seguida, faça um elogio merecido, encaixe a crítica necessária e finalize com mais um elogio, deixando na outra pessoa a sensação de que seu erro será fácil de corrigir. Esta é uma infalível receita para você – que nasceu para vencer e que sabe que todos nós precisamos uns dos outros.

Encerro esta reflexão com um breve conto de autor desconhecido que nos mostra que se atribuirmos a alguém uma boa fama, com certeza essa pessoa fará tudo para mantê-la: “Poucos meses depois de se mudar para uma pequena cidade, uma mulher reclamava a seu vizinho sobre o péssimo serviço que havia recebido de uma mercearia local. Ela sabia que seu vizinho era amigo do proprietário e esperava que ele transmitisse sua queixa. Na visita seguinte que ela fez à mercearia, o proprietário recebeu-a com um largo sorriso e disse o quanto estava feliz em vê-la novamente. Esperava que ela estivesse gostando de sua cidade e, ainda, disse que teria imenso prazer em ajudá-los a se estabelecerem. Atendeu pronta e eficientemente o pedido que ela fez. Mais tarde, a mulher relatou a miraculosa mudança para seu vizinho e comentou: ‘Suponho que você tenha dito a ele como achei ruim seu atendimento, não disse?’ E o vizinho, sorridente, respondeu: ‘Bem... não. Espero que não se importe, mas... na verdade, eu disse a ele que você estava surpresa por ele ter conseguido montar, numa cidade pequena, uma das mercearias mais bem dirigidas que você já havia visto. Foi apenas isso que eu disse a ele.`”

Portanto, amigo leitor, guarde bem: condenações e queixas são posturas de distanciamento, enquanto que elogios e agradecimentos são fantásticas atitudes de estreitamento dos laços afetivos, sociais e profissionais.

Eliana Barbosa
http://www.elianabarbosa.com.br/



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