segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Com sede do que a Alma quer... - Rubia A. Dantés

Quando parece que, o que fazia tanto sentido até então, perde o sentido... quando parece que nada daquilo que buscávamos, até então, é o que nossa Alma quer...
Quando parece que o que nos sustentava não sustenta mais...
E quando isso tudo nos dá uma sensação de desamparo... um incômodo inexplicável...

Pode ser que estejamos nos preparando para algo completamente novo e completamente diferente...

Se por muito tempo encontramos respostas e segurança em coisas que nos alimentavam a Alma... talvez seja hora de entender que essas coisas foram degraus preciosos, mas não um fim em si mesmas

Por 3 noites me senti perdida em um labirinto...
Na primeira noite, passei por várias dimensões nesse labirinto... até que... quando pensei que não encontraria a saída vi uma mão se oferecendo para me guiar... e surpresa vi que essa mão vinha de mim mesmo... me vi me dando a mão e me guiando...
Depois passei por uma forte experiência de renascimento... só que agora nascia de mim mesma.
E uma voz falou profundamente... Você tem o fio.

Ali entendi, mais uma vez, que cada um de nós tem o fio para sair dos labirintos onde nos prendemos em várias jornadas ao longo das existências...

No segundo dia o labirinto me mostrou coisas sagradas que já vivi...

No terceiro dia... que foi o mais difícil... porque veio com uma sensação de desorientação... chorei muito... muito mesmo... Pedi ajuda ao Grande Mistério...
Até que me vi menina... bem pequena, com um vestidinho estampado de flores que eu tinha... agora eu adulta dei a mão a eu menina e chorei muitas dores daquela criança que nem sabia, ainda existiam... e tudo foi ficando calmo, acolhi eu menina... e dormi profundamente.... muito tempo...

Hoje acordei feliz com a sensação de liberdade e a certeza que estamos em um tempo muito rico de possibilidades... mas que para isso precisamos desprender do passado... das coisas ruins e das coisas boas... das expectativas dos caminhos... e ter muita humildade para reconhecer que não sabemos nada...
Quando achamos que sabemos, esse saber vem do passado e limita ao conhecido as nossas possibilidades...
Quando reconhecemos que o que sabemos é muito pouco em relação ao infinito... abrimos portas e janelas para o novo...

Quando queremos defender nossos conhecimentos e pontos de vista, enquadrando tudo ao que conhecemos... nos prendemos a eles com uma cola que só se desfaz com o desapego... com a entrega. Se eles nos dão segurança, porque estão em terreno conhecido e experimentado, eles impendem outras experiências que pertencem ao desconhecido e que podem ser o que nossa Alma mais quer nesse momento...

Acordei assim... com sede do que Alma quer...

Rubia A. Dantés - rubia.americano@terra.com.br



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