quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Traição: O Começo Para O Perdão? - Daniele Alvim

Você já foi ou já se sentiu traído?
Por que será que atualmente vivemos em um mundo tão fácil de trair?
É muito difícil perdoar quando se ama? Ou, pelo contrário, é mais fácil?
Será que somos obrigados a perdoar?

Perdoar uma traição é o caminho para que obtenhamos paz de espírito, eu acredito. Não se deixar abater, seguir em frente com a cabeça erguida, vivenciar o luto (também de cabeça erguida), ter integridade é o caminho. Mas como esperar um comportamento completamente ilibado de quem é traído? Vingança é tudo que vem à cabeça num primeiro momento por todos os mortais. O que há de se esperar de nós quando o que a alma sente é a necessidade de uma compensação por todo sofrimento imposto pela outra pessoa? Mágoa, ressentimento, estresse, sensação de perda, sensação de ter sido feito de palhaço, de não ter sido respeitado.

Esse é um assunto tratado pela cor verde, que tem a ver com o coração; mas também está relacionado com os três primeiros chacras, os mais básicos. É verdade que quando há o amor verdadeiro, não há espaço para a traição; quando há o respeito, não há o espaço para a traição; quando há integridade, a traição se torna impossível; quando se está verdadeiramente no coração, além dos três primeiros chacras, não sentimos a necessidade de trair. Os três primeiros chacras são os chacras do dinheiro (primeiro), sexo (segundo) e poder (terceiro), quem está somente sintonizado nestes três primeiros e ainda não abriu o quarto chacra (coração), ainda não ama verdadeiramente, então, trai.

A maioria de nós cai em desespero quando descobre uma deslealdade. Então... se vinga ou mesmo entra em depressão. Outros até se matam. Não sou a favor da vingança, mas da compreensão, do papo aberto, da sinceridade, da honestidade, da franqueza. E por que não? A franqueza é melhor do que alimentar um comportamento falso que pode ocorrer em qualquer situação de vida: amoroso, amizade, profissional, familiar...

Mas de uma coisa tenho certeza: nossa paz e felicidade internas dependem - e muito - do bem que fazemos ao nosso próximo. Nosso equilíbrio, apesar das tempestades, depende de nossa consciência em direção ao bem. Nossa consciência, sempre leve, depende de nossa elevação interna sempre constante. Nossa fé na vida depende da fé que depositamos em Deus e da certeza de que Ele sempre está nas rédeas de tudo.

As traições nos fazem sofrer, mas manter a serenidade em uma hora dessas é o melhor caminho, e quanto a isso podemos seguir a Oração da Serenidade que em um trecho diz:

"Concedei-nos Senhor a Serenidade necessária para aceitar as coisas como são, Coragem para modificar as que podemos e Sabedoria para distinguirmos umas das outras..."

Serenidade, coragem e sabedoria, então, são as palavras-chave para que possamos superar uma traição. Serenidade, calma, tranqüilidade, paz para aceitá-la que alcançamos com o perdão... Coragem, bravura, audácia, força para enfrentá-la, que conseguimos com uma vontade determinada... E Sabedoria, elevação e bom senso para resolvê-la, alcançamos quando estamos conectados com nossa Luz Interior, que é o que irá nutrir a nossa consciência para nos orientar a uma decisão que seja a melhor possível para todos os envolvidos.

E que Assim Seja.

Daniele Alvim - contato@danielealvim.com.br
www.danielealvim.com.br



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