terça-feira, 4 de janeiro de 2011

A Força do Relacionamento Humano - José Moreira Filho

Carece-nos refletir um pouco sobre um fato muito importante para humanidade, principalmente nos dias atuais, que é, o relacionamento humano. Para isso precisamos partir do princípio que homem algum é uma ilha, aliás, título de um livro do famoso escritor espiritualista Thomas Merton.

Bem, é preciso aceitar que estamos, ou sempre estivemos, submissos a influência de quatro formas de poder: o poder econômico, o poder político, o poder religioso e o poder moral. O mais influente deles é sem dúvida, no mundo capitalista em que vivemos, o poder econômico. Tudo gira em torno do dinheiro, a ponto de alguém dizer – quem não tem dinheiro não tem dignidade.Testes feitos com pessoas tentando entrar em restaurantes primeiramente maltrapilhas e em seguida bem trajadas, provam essa tese. A recepção é totalmente diferente.

Quanto ao poder político, podemos dizer que é irmão gêmeo do econômico. Vem atrelado a ele. É comum vermos na televisão crimes envolvendo altas somas de dinheiro patrocinados por políticos. E até governantes sendo condenados e presos, o que é um bom indício, embora vergonhoso.

Já o poder religioso é muitas vezes embalado pela vaidade, quando não também para fortalecer o econômico. Sabemos que certas seitas religiosas colocam sua estrutura administrativa à disposição de quem quiser aumentar patrimônio numa relação conveniada a título de franquia.

O moral sim, é que deveria sustentar todos os outros. O poder político teria muito mais sustentabilidade se se firmasse na solidez de posturas corretas, coerentes e éticas. Por que o nosso Congresso está na UTI ? Isso foi atestado até mesmo pelo seu Presidente, há algum tempo atrás, (Cf. Veja, n.º 13 de 02/04/08-páginas amarelas) e com freqüência endossado por congressistas. Poder econômico não lhe falta, nem mesmo o político, mas está apoiado em mentiras, em falcatruas, por isso desacreditado. Os noticiários estão cheios de detentores de poder político sendo algemados e enchendo os camburões da polícia federal. Alguém ainda se lembra da Operação Pasárgada? Tudo isso, simplesmente porque não mesclam o seu poder político com a ética. Com uma conduta ilibada e patriótica.

É necessário levar em consideração esses poderes para mensurar a força do nosso relacionamento. Por que? Exatamente porque dependendo da forma e do grau do poder que tenho é que será a minha força de relacionamento. Quem não tem dinheiro, geralmente e infelizmente se sente inferior e se humilha, portanto se afasta e a força de seu relacionamento tende ao zero. Sua influência é nula ou quase. A não ser que algum outro poder que tenha seja forte o suficiente para compensar as perdas de força com a falta do vil metal. E há pessoas assim. Infelizmente poucas, que construiram sua vida alicerçada em tanto poder moral, que dispensa quaisquer outros poderes para se situarem na sociedade.

Oportunamente estamos na época, em que, motivados pelas festividades natalinas e do reveillon somos induzidos a reflexão. Somos levados a pensar nos menos favorecidos e até aderimos à campanhas de ajuda humanitária. Porem, a mensagem que o humilde menino-Deus quis deixar não era assim. Entendo que a mensagem Natalina deva ser extraída da humildade. O espírito deve se voltar para o fortalecimento do poder moral e não do econômico. Ajudar determinada pessoa ou entidade só por essa ocasião fortalece o comércio mas não o espírito.

Pergunto: como seria o Natal sem o comércio? Como seria nosso relacionamento sem os presentes e as fartas ceias de final de ano?

Façamos uma auto-análise para que tenhamos um início de 2011 melhor do que o anterior, com muita paz de consciência.

José Moreira Filho: Acadêmico da ALAMI (Academia de Letras, Artes e Música de Ituiutaba)
Email para contato: moreira@baciotti.com
Fonte: http://www.artigo1.com.br/index.php/2011/01/a-forca-do-relacionamento-humano/



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