segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Em Busca do Amor - Maria Silvia Orlovas

Parece que a maioria de nós nasceu carente. É só dar uma olhadinha na maternidade, poucas são as crianças tranqüilas no seu sono ingênuo. Boa parte das crianças trouxe gravado em seu subconsciente a carência e a necessidade de acolhimento. E seguindo este raciocínio, não estaríamos corretos se afirmássemos que as crianças deveriam nascer sorrindo.

Claro que a vida é uma grande dádiva, uma enorme chance de aprendizado e libertação, mas não é muito fácil encarar os desafios da vida na Terra.
Quantos são aqueles realmente acolhidos no ventre materno?
E aqueles que foram rejeitados pela mãe terão que conviver eternamente com suas mazelas?

Nas sessões individuais em Vidas Passadas, a rejeição toma um lugar de destaque nos motivos de sofrimento, porém, a maioria que sofre e reclama deste mal não percebe que por suas atitudes atuais ainda perpetua as angústias se acreditando merecedor de um amor mal vivido. Sim, porque se não perdoamos nossa mãe que não soube nos acolher, como desejaríamos que fosse?
Pode ser que você que esteja lendo este texto fique pensando no que acontece quando achamos que perdoamos e, na verdade, não perdoamos, porque o perdão não é exatamente uma ação consciente... Mas, a tristeza pode ser conscientizada.

Aprendi com os Mestres que precisamos aprender a reconhecer nossos padrões de comportamento e, tendo consciência de nossas ações, devemos nos empenhar numa mudança.
Quando modificamos uma forma de pensar, seguida de uma troca de atitude, o que aconteceu no ventre materno deixa de ser tão importante e a energia relativa àquela questão se dissolve. Alguns casos exigem mais atenção, mas a nossa vontade é sempre maior que o problema, ainda que não tenhamos claro em nossa mente que é assim que funciona.

A vontade humana é uma das pontes de ligação entre o homem e o sagrado e é a fonte de toda a cura, o gerador interno de amor.
Uma pessoa muito triste pode mudar este padrão quando se conecta com esta luz interior, mas a maioria de nós procura fora o que deveria buscar dentro. Parece que aprendemos a precisar das pessoas e é aí que começa todo o erro: aprendemos a precisar e não compartilhar...

Voltamos ao bebê e sua mãe. Mesmo nessa relação em que parece que a criança é totalmente dependente da mãe, na visão espiritual, não é assim que acontece. A mãe se nutre do amor da criança, aprende a se abrir interagindo com o filho e se a mulher se permite expandir o coração de verdade, sem reservas, essa relação pode ser divina. Porém, de volta ao mundo real e às dificuldades humanas, o que vemos são mães assustadas com medo do compromisso de cuidar e de educar a criança, ou ainda pior, mulheres que tiveram um filho, mas ainda não aprenderam como cuidar bem de si mesmas. Mas como esse nosso mundo é como é e não devemos exigir da vida uma perfeição completa, está tudo certo. Mesmo em relações onde o amor não se mostra abertamente, está tudo certo... porque muitas vezes, através dos desafetos, aprendemos a valorizar e potencializar o amor.

Os Mestres ensinam que a sombra potencializa a descoberta da luz, sendo uma energia não apenas oposta à outra, mas complementar. Assim, podemos confiar que quando algo muito sofrido acontece na nossa vida, em breve, também acontecerá um aprendizado e algo bom se manifestará para nós. É preciso apenas coragem e determinação para se levantar depois do sofrimento.

Maria Silvia Orlovas - morlovas@terra.com.br
http://mariasilviaporlovas.blogspot.com/



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