quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Vamos conseguir o amor que falta em nossas vidas - Izabel Telles

Sempre que acabo uma sessão, gosto de perguntar ao meu paciente: se tivéssemos agora aqui diante de nós a lâmpada do Aladim e depois que a friccionássemos e o gênio surgisse bem à nossa frente sedento acerca dos nossos desejos, qual o pedido que faria a ele?
Muitas vezes ouço:
- Um amor em minha vida!
Amor de homem, amor de mulher, amor de amigo, de filho, de algum bicho de estimação, amor de outro ser visível ou invisível, amor da mãe, do pai, dos irmãos, das irmãs, enfim... um amor.

Sei que sempre sorrio com o pedido. Quase até já sei que ele vai surgir. E penso que a falta de amor pode tornar a vida sem sentido. A falta do amor pode nos lançar para o anonimato, para a sensação de não pertencer ao grupo em que escolhemos viver.
Pode também trazer a sensação de isolamento, de não termos sido capazes de "conquistar" alguém que nos encha de carinho e felicidade. E nos preencha a alma da sensação de pertencermos às mais altas vibrações do Universo.
E quando este amor é idealizado, como nos romances, e não acontece, a sensação pode ser a de derrota emocional por não termos sido capazes de realizar aquele filme de paixão, onde a imagem de um final feliz aparece sempre a cores, revelada numa montanha de latinhas amarradas no pára-choque do carro dos noivos.

Quando uma pessoa está amando, a condição humana dela passa a ser uma condição divina e parece mesmo que está sempre acompanhada por anjos. Tudo está bem. A convivência com os semelhantes fica mais fácil, suportar os problemas inerentes à nossa caminhada parece que fica mais leve. Não concorda comigo?
Ah! O amor!
Naturalmente que o grande desafio que viemos enfrentar nesta experiência planetária é antes de tudo amarmos a nós mesmos tanto e tanto que o amor escorre pelas nossas células e se identifica com outros amores que vamos encontrando pela nossa caminhada...

Mas como isso é um processo longo, gostaria de deixar aqui um exercício com imagens mentais para você fazer todos os dias por algum tempo - no mínimo 21 dias - para povoar seu corpo emocional de amigos, amores, e da poderosa sensação de pertencer. Ou também para caso que, ao esfregar a lâmpada do Aladim, seu pedido seja o mesmo que tenho ouvido dos meus pacientes.

Vamos ao exercício:
Encontre um ambiente silencioso, calmo, relaxante e então se sente, feche os olhos e respire algumas vezes até ganhar um estado de calma.
Agora, com a intenção de povoar seu mundo emocional, imagine-se sentado numa praia olhando para o mar.
Sinta, perceba, ouça o barulho das ondas, o calor do sol sobre seu corpo, a brisa mansa brincando com seus cabelos. Perceba a vastidão da natureza, a imensidão do céu e saiba que faz parte de tudo isso. E agora veja ou imagine que vê um navio vindo do horizonte, cheio de pessoas alegres, bem dispostas, agradavelmente convivendo no mesmo espaço.
Imagine que este navio chega até a praia e você é chamado pelo seu nome muitas vezes e convidado a embarcar nele.
Dentro do navio é recebido por todos com amizade, amor, ternura, carinho. Reconheça este lugar e permita-se desfrutar desta viagem acompanhado por amigos, por amores, por pessoas que vibram na sua sintonia.
Então respire e sentindo-se preenchido, abra os olhos.


Izabel Telles é terapeuta holística e sensitiva formada pelo American Institute for Mental Imagery de Nova Iorque. Tem três livros publicados: “O outro lado da alma”, pela Axis Mundi, “Feche os olhos e veja” e “O livro das transformações” pela Editora Agora. O que são as Imagens Mentais?
E-mail: izabeltelles@terra.com.br



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