segunda-feira, 21 de março de 2011

Procurando o Tesouro Escondido - Paulo Roberto Gaefke

Corremos de um lado para o outro esperando descobrir a chave da felicidade.

Esperamos que tudo que nos preocupa se resolva num passe de mágica.

E achamos que a vida seria tão diferente, se pelo menos fôssemos felizes.

E, assim, uns fogem de casa para serem felizes e outros fogem para casa para serem felizes.

Uns se casam para serem felizes e outros se divorciam para serem felizes.

Uns fazem viagens caríssimas para serem felizes e outros trabalham além do normal para serem felizes.

Uma busca infinda.

Anos desperdiçados.

Nunca a lua está ao alcance das mãos, nunca o fruto está maduro, nunca o vinho está no ponto.

Sombras, lágrimas.

Nunca estamos satisfeitos.

Mas, há uma forma melhor de viver!

A partir do momento em que decidimos ser felizes, nossa busca da felicidade chegou ao fim.

É que percebemos que a felicidade não está na riqueza material, na casa nova, no carro novo, naquela carreira, naquela pessoa.

E jamais está à venda.

Quando não conseguimos achar satisfação dentro de nós para ter alegria, estamos fadados à decepção.

A felicidade não tem nada a ver com conseguir.

Consiste em satisfazer-nos com o que temos e com o que não temos.

Poucas coisas são necessárias para fazer feliz o homem sábio, ao mesmo tempo que nenhuma fortuna satisfaria a um inconformado.

As necessidades de cada um de nós são poucas.

Enquanto nós tivermos alguma coisa a fazer,

alguém a amar, alguma coisa a esperar, seremos felizes.

Saiba: A única fonte de felicidade está dentro de você, e deve ser repartida.

Repartir suas alegrias é como espalhar perfumes sobre os outros: sempre algumas gotas acabam caindo sobre você mesmo.

Paulo Roberto Gaefke



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