segunda-feira, 11 de abril de 2011

Conhecendo Mais Sobre Nós Mesmos - Bruno J. Gimenes

Estamos precisando expandir a nossa consciência, isso é uma legítima busca por espiritualidade, que significa conhecermos mais sobre nós mesmos. Buscar a espiritualidade é elevar a consciência para níveis que nos traga o entendimento definitivo de que nada se cria, tudo se transforma, mas não como uma lei que aprendemos na escola, no entanto compreendendo isso com consistência, sentindo isso com todas as células do nosso ser.

Precisamos compreender de uma vez por todas que toda ação tem uma reação com sentido oposto e com mesma intensidade. Que não existe um Deus que castiga e pune, mas que nossos atos podem se voltar contra nós mesmos. Precisamos compreender que a lei da atração sintoniza os acontecimentos aos pensamentos de mesmo padrão.

Não dá para negar, só olhar para a história e ver que mesmo ainda engatinhando nesse crescimento, a humanidade está evoluindo, e isso tem que ser olhado sob uma perspectiva otimista, para perceber que mesmo com tantas insanidades humanas, ainda sim estamos evoluindo, nos desenvolvendo naturalmente.

É fácil perceber esse avanço, basta assistir um filme que retrate histórias de épocas do passado para perceber essa evidência e sentir o quanto o nosso planeta, em meio a tantos desastres, também evolui. Mas não dá para ignorar o fato que nosso planeta está muito doente, debilitado, ferido.

Acho importante falar disso para enfatizar que buscar a espiritualidade no século XXI se da em uma condição muito diferenciada do que foi no século XV por exemplo. O melhor disso é que ninguém é condenado e morre na fogueira por falar de espiritualidade, se aquela conduta ainda existisse, eu mesmo, certamente já teria virado churrasco! Esse universo de possibilidades aliado a necessidade emergente de curar o planeta, bem como a tecnologia de informação acessível, torna tudo mais fácil e especial.

Por isso, buscar a espiritualidade no século XXI é uma tarefa com prioridade máxima, no entanto muito mais simples agora do que há séculos atrás. A grande dádiva divina para esse momento é o fato de que podemos de maneira inédita, unir ciência, tecnologia e espiritualidade para através dessa comunhão bem sucedida criar possibilidades de resolver o problema do mundo. Veja os equipamentos eletrônico avançadíssimos, os computadores, os celulares, a medicina tão bem equipada, remédios incríveis, os meios de comunicação globalizados, informação em tempo real, rádio, tv, mídia em geral, os modernos meios de transporte, novas fontes de energia ecologicamente corretas e muito mais.

Por termos a oportunidade de ver e ajudar nessa união fantástica entre ciência e espiritualidade, em prol de uma causa nobre, esse momento histórico pode ser considerado um presente de Deus para a humanidade.

A motivação para essa busca por espiritualidade se dá pelo fato de quanto mais elevarmos as nossas consciências a níveis mais angelicais, mais nos tornaremos livres, abandonando o sofrimento e curando a miopia que não nos permite compreender os mecanismos naturais de evolução universais.

Só tem ódio, raiva, ciúmes, inveja, medo, insegurança, mágoa quem não compreende esses mecanismos universais (Praticamente 100% da população mundial). Quem busca e encontra a espiritualidade dentro de si, pode até sentir essas emoções negativas periodicamente, até mesmo em função do inconsciente coletivo que vivemos, mas com essa nova forma de ver o mundo, será possível não nutrir mais essas inferioridades da personalidade, e a cura desses aspectos vai se tornar algo real e possível. Me refiro a capacidade de não ser solo fértil para esses aspectos inferiores e incompatível para ilusões do ego. Quem busca essa espiritualidade dentro de si próprio, se confronta com momentos mágicos e repletos de alegria e plenitude, que consequentemente geram motivação para ajudar ao próximo, como conseqüência desse esclarecimento. Naturalmente vai nascer um forte empenho em mostrar para as outras pessoas as “boas novas”. Podemos nos tornar geradores de energia positiva, que sendo produzida abundantemente por uma pessoa em seu equilíbrio espiritual, pode tranquilamente ser emanada também para as pessoas ao redor, para os ambientes e para o planeta em geral.

Nesse momento faz-se necessário muita tolerância, compaixão, paciência e principalmente respeito para compreender que cada pessoa possui seu tempo de despertar, que não necessariamente será o mesmo do seu.

Vivemos a vida ligados no piloto automático por muitos anos, concentrados apenas nos interesses do ego, que honestamente são ínfimos baseados na verdadeiras necessidades essências que o espírito tem. Por um motivo qualquer, de uma hora para outra buscamos essa espiritualidade e podemos encontrar. Quando isso vem a acontecer, a impressão transmitida é como se uma bomba de luz explodisse conceitos e visões antigas da sua vida. Ai você se dá conta o quanto adormeceu e perdeu tempo, o quanto já sofreu e que essa nova consciência poderia ter sido um poderoso instrumento para resolver as adversidades do passado com muito mais leveza e eficiência.

Quando qualquer pessoa se abre e expande a sua consciência, é como se ela pudesse ter uma visão periférica (igual a das águias) que lhe permite enxergar longe e amplamente. Fruto desse processo, um encantamento intenso acontece, tão grande e intenso que muitas vezes pode até desequilibrar a pessoa, provocando um certo fascínio. Esse fenômeno é incompreendido por aqueles que ainda não despertaram para essa espiritualidade, podendo ser interpretado como fanatismo.

Quando essa abertura acontece, o indivíduo quer a todo custo, que as pessoas próximas a ela, também experienciem essas dádivas bem como essa consciência mais espiritualizada, só que como dito acima, cada um tem seu tempo, e isso deve ser respeitado para que a pessoa não faça papel de louca e desequilibrada perante aqueles que ainda não estão maduros para descobrir os benefícios desse novo estado de consciência.

Esse é um momento crítico e especial, já que você pode se descobrir, se desenvolver e se tornar realmente uma pessoa espiritualizada, pois rompeu um véu de ilusões que cobria a sua percepção sobre tudo, o que é incrivelmente prazeroso.

É importante não se iludir e redobrar a atenção para que não se caia no fascínio, pois experimentar essa exuberante sensação é algo exuberante, e se não souber ter equilíbrio nesse processo.

Desta forma, você pode cometer o equívoco de querer a todo custo que as pessoas que você gosta também mergulhem nesse processo, e sabemos que a fruta deve ser colhida no ponto, se isso acontece prematuramente, o gosto não é bom, amarra na boca, fica azeda, etc.

A pessoa fascinada pode se tornar chata, inconveniente, fanática, já que força a natureza evolutiva das pessoas, quase que obrigando-as a se espiritualizar. A pessoa esquece que “alguns minutos antes” ela estava em total estado de adormecimento, e agora ela descobre algo novo e já quer impor nos outros.

Por isso eu pergunto: Você acabou de descobrir um novo universo, elevou a sua consciência, mas de que adiantou se não conseguiu aceitar que seu próximo ainda não tenha se descoberto? Você agindo assim se considera realmente espiritualizado?

Ser espiritualizado conhecer mais sobre nós mesmos e saber respeitar os momentos de cada um.

Bruno J. Gimenes - Professor e palestrante, atua desde 2003 ministrando cursos e palestras pelo Brasil. Sua especialidade é o desenvolvimento da consciência com bases no desenvolvimento da espiritualidade e na missão de cada um. Autor de 4 livros. Criador da Fitoenergética e co-fundador do Luz da Serra.
sintonia@luzdaserra.com.br



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