segunda-feira, 11 de abril de 2011

Liberte-se da Culpa - Maria Silvia Orlovas

Somos culpados por muitas coisas, mas vale a pena ficar se prendendo a isso?
Claro que não.
Os Mestres nos ensinam a tomar consciência dos problemas, mas ao mesmo tempo nos dão forças para mudar os rumos da vida. E às vezes não é nada fácil descobrir que somos nós que causamos atropelos e sofrimentos emocionais.
O campo de pesquisa e aprendizado da mediunidade é vasto e riquíssimo e um dos fatos que precisamos compreender claramente é que temos sempre participação nos ataques espirituais como em todas as circunstâncias de nossa vida. Não somos vítimas das circunstâncias. De uma forma ou de outra, interagimos com as situações.

Nos processos de obsessão, estamos o tempo inteiro interagindo com esses espíritos que não são necessariamente do mal. Esse é mais um tabu que devemos romper. Às vezes, esses espíritos são amigos que deixamos para trás, pessoas que em outras vidas não nos relacionamos bem e que, de alguma forma, procuram novamente nossa presença.
Porém, isso também acontece na realidade objetiva. Em muitas circunstâncias somos cercados por pessoas difíceis e mesmo sem querer nos envolvemos em relacionamentos complicados.

Mas a experiência tem comprovado que se estamos envolvidos com pessoas difíceis é porque também somos difíceis. Só que é mais fácil olhar o erro do outro do que o nosso.
E, em lares com pessoas perturbadas, com certeza, vamos também encontrar pessoas confusas, com um pensamento nebuloso, com idéias depressivas, sem coragem de tomar uma atitude, com medo das conseqüências. Juntam-se a tudo isso espíritos cobrando atitudes que não tivemos em outras vidas.

No entanto, de forma alguma podemos nos colocar no papel de vítima, porque isso nos leva ao comodismo e à impotência... quando, na verdade, podemos agir, podemos mudar. Aliás, é por isso que encarnamos.
Vejo também que não devemos ter medo dos obsessores, pois, em geral, esses espíritos se mostram assustadores, mas por que ter medo? O que eles realmente podem nos fazer sem que tenhamos cumplicidade energética?
Nossa cara feia também pode assustar, e afastar as pessoas...

Sugiro tentar conversar com as pessoas que nos perturbam e também com os espíritos. Até em sonhos podemos tentar interagir. Tente entender porque as coisas parecem ruins, e porque esses seres querem o seu mal. Perguntando, podemos ouvir uma resposta que às vezes chega de uma forma inesperada, como a leitura de um livro, um filme, a palavra de alguém ou ainda uma inspiração.
Porém, seja como for que essa luz se manifeste, tente acessar a vibração do perdão. Você pode partir do princípio que, se feriu alguém em outra vida, hoje não faria. No entanto, um pedido de paz, de harmonia ou de perdão deve vir do coração. Não basta ser algo formal.

Entretanto, é possível perceber também que nem sempre queremos perdoar... Principalmente, quando ainda estamos com raiva, ou quando atravessamos um grande pesar. O que fazer, então? Ter paciência. Tentar se fixar em coisas positivas e pedir a Deus limpeza, paciência, abertura para outros caminhos.
Como uma convivência com pessoas difíceis não acontece por acaso e sim por uma cumplicidade energética, onde será que estamos falhando? Se você souber responder, com certeza, estará mais próximo do que imagina de uma solução boa para este assunto chato. Boa sorte!

Maria Silvia Orlovas - morlovas@terra.com.br
http://mariasilviaporlovas.blogspot.com



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