quinta-feira, 26 de maio de 2011

Pedir e Agradecer sem ter experimentado não é mentir para si mesmo? - Antônio Azevedo

Explicações sobre o melhor uso da Lei da Atração.

Algumas pessoas que sabem que falo sobre a Lei da Atração perguntaram sobre a questão do “Pedir”, que é o primeiro conceito envolvido no processo de se atrair o que se quer. Alegam que pedir evoca um sentimento de que não temos o que desejamos ainda. E que o melhor seria substituir o termo “pedir” por “agradecer”, pois este conota melhor o sentimento emocional positivo envolvido no trabalho da LdA (Lei da Atração).

O problema é a conotação que está embutida no termo “pedir”, para a maioria das pessoas. Pedir e não sentir que já se tem pode, realmente, criar um sentimento de necessidade. E agradecer contínuamente, sem se ter o que se quer, pode até ser uma “hipocrisia” consigo próprio, como se estivéssemos dizendo uma inverdade, sendo falsos conosco mesmos…

Para superar este dilema, podemos refletir sobre a conhecida metáfora que tão importante quanto chegar em algum lugar é o prazer da caminhada… Neste conceito está um grande segredo do que pretendemos falar.

Quando se fala em “gratidão” muitas pessoas pensam que é algo meio falso, como sentir uma emoção de ter algo, mesmo observando ao redor e não percebendo aquilo. Este tipo de coisa – que é uma espécie de projeção ao futuro – pode ser útil, mas sustentá-lo permanentemente é exaustivo e um contrasenso com a nossa razão. Mas pode ser bem complementado com o genuíno prazer em construir o nosso objetivo, passo a passo, achando a experiência de buscar o que se deseja valiosa em si mesma.

Pedir, em essência, significa a expressão da vontade – o Desejo. E desejar alguma coisa, em si mesma, não implica necessáriamente um sentimento de carência ou de inverdade consigo mesmo. Aliás, poderíamos definir melhor como uma Escolha: dentre as miríades de coisas que podemos expressar na vida, escolhemos uma.

O que estamos dizendo, quando pedimos é que estamos, na verdade, Escolhendo a vida que desejamos ter. E, por conseguinte, agindo nesta direção.

Podemos, sim, sentir-nos bem, prazerosos, enquanto elaboramos e construimos o nosso pedido. E assim, alegremente, encetar as atividades para concretizar aquele desejo em nossa vida, tanto de forma metafísica – visualizando-o como possivel parte integrante de nossa experiência diária e sentindo-se bem (gratidão) por poder vivenciar isso, mesmo reconhecendo que está manifestado por enquanto no nível interior de nossa consciência, como também agindo externamente de todas as formas específicas e práticas para dirigir-se na sua possibilidade de realização.

Quando fazemos isso alinhamos a nossa esfera emocional com a racional, nossa parte intuitiva, divina, com a parte material, humana, e nossa criatividade e intuição trabalham juntas com a energia material e nossa capacidade de trabalho.

É por isso que tenho um pouco de restrições aos comentários que vez por outra ouço, de que basta pensar, meditar, pedir, e tudo acontece milagrosamente. Tenho por mim – é minha visão pessoal, entendam bem – que na maior parte das vezes é melhor equilibrar o lado divino com o humano, e não apenas esperar que os milagres ocorram, mas participar ativamente na confecção deles.

Antônio Azevedo: Desenvolvimento de Competências Profissionais e Sucesso Pessoal, através do Coaching e da Neurolinguística.
www.antonioazevedo.com.br



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