terça-feira, 9 de agosto de 2011

Amor e Sedução - Dado Moura

Quem não se lembra dos inícios do namoro? Nesse começo de envolvimento, a pessoa apaixonada se pega pensando no outro a todo instante e em tudo vê alguma coisa que remete os pensamentos para a pessoa por quem ainda tem um amor platônico. Assim, o galante através dos olhares trocados ou nas conversas – que apesar de parecer boba, a pretendente, por estar também interessada, não o descartava de imediato – lança mão de todas as “manobras”, as quais tinham como objetivo apenas de prolongar os momentos na presença do outro.

Independentemente da época em que o casal tenha se conhecido ou da realidade social de cada um, quase sempre, nos primeiros encontros dos casais, estava presente um jogo de sedução e de desejo silencioso entre eles.

Um jogo que através das abordagens tinha a intenção de aproximar da pessoa, com o propósito de estabelecer um romance.

Ainda que fosse muito agradável estar com a pessoa, somente a atração física ou os lindos olhos azuis da menina ou o físico “malhado” do rapaz não poderia ter forças, suficientes, para sustentar um envolvimento a longo prazo.

Amar é muito mais que desejar estar perto de alguém ou se sentir atraído pelos atributos do (a) pretendente.

Isso nos faz perceber que somente o sentimento de atração ou desejo por alguém não é um sinal de amor.

Apesar do sentimento provocado pela atração física não possa ser, unicamente, a base de um relacionamento; na vida a dois o amor e o desejo pelo outro se complementam como ingredientes para compor as bases desse relacionamento. Pois, se a atração física nos faz despertar o desejo por alguém, o amor amadurecido nos provoca em querer permanecer no propósito de construir a felicidade com esta pessoa.

Assim como numa orquestra, para que haja a harmonia desejada, nenhum deslize pode acontecer na execução da música; na sinfonia da vida conjugal muitas coisas precisam estar afinadas, também, entre os cônjuges.

Além das obrigações comumente realizadas pelo casal, os momentos de romance entre os conjuges precisam ser observados com o mesmo grau de importância com que eles se dedicam às outras coisas. Isso implica na retomada daqueles cuidados que, ainda como namorados, o casal se aplicavam antes de encontrar com a namorada. Certamente o rapaz e a moça procuravam se preparar para continuarem cultivando o interesse do outo para si. Se tal atenção deixou de fazer parte da agenda do casal, ainda é tempo de recomeçar.

Não podemos considerar que somente por estarmos casados, não há mais a necessidade de continuar provocando boas sensações no nosso cônjuge. O desejo em continuar atraindo o outro, através dos encantamentos, dos cuidados e dos atributos naturais, deverão ser cultivados e alimentados, ao longo da vida conjugal. Pois, não é porque já nos encontramos casados, que devemos abolir da vida conjugal a arte de continuar seduzindo aquela pessoa com quem nos faz sentir realizados.

Os momentos de romances e intimidade entre o casal devem ser observados com o mesmo grau de importância com que eles se dedicam a tantas outras coisas.

Um abraço,

Dado Moura - http://dadomoura.com/
https://www.facebook.com/reflexoes



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