segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Em Busca do Grande Amor - Osvaldo Shimoda

Desde muito nova procuro um grande amor e sinto um vazio por não encontrá-lo;
Sinto uma insatisfação constante, que falta alguma coisa em minha vida, mas não sei explicar o que é;
Sinto uma tristeza profunda, não encontro uma razão de viver;
Gosto do meu noivo, mas não sinto que ele seja o meu grande amor.


Estas e outras queixas são as mais comuns por parte de pacientes que vêm ao meu consultório em busca de seu verdadeiro amor. Muitos têm consciência de que ainda não o encontraram, mas há aqueles que não têm consciência sequer que sua insatisfação, depressão, vazio interior, falta de entusiasmo pela vida, são frutos da ausência desse grande amor em suas vidas.

Recordo-me de um paciente que me procurou por conta de sua depressão, vazio interior e falta de entusiasmo pela vida. Ao entrar em contato com sua mentora espiritual durante a terapia, veio a entender o porquê de sua depressão e insatisfação: sua mentora espiritual era o seu grande amor, e em várias encarnações, os dois sempre reencarnaram como marido e mulher. Mas, na encarnação atual do paciente, desta vez, ambos estavam em planos diferentes, e era isso que o deixava deprimido e insatisfeito.

Uma outra paciente queria entender porque desde criança trazia uma tristeza profunda e um vazio interior. Ao perguntar para o seu mentor espiritual se na encarnação atual iria se encontrar com o seu grande amor, este lhe respondeu: - Você sabe que não! Por isso, desde criança, vem carregando essa tristeza, pois ao reencarnar sabia que não iria encontrar o seu verdadeiro amor. Entretanto, irá encontrar um outro homem e constituirão uma família. Com isso, seu vazio interior irá diminuir quando for mãe.

Mas há casos, nessa terapia, a TRE (Terapia Regressiva Evolutiva) - Abordagem psicológica e espiritual breve, criada por mim, onde o mentor espiritual do paciente faz -quando achar que isso é necessário-, uma progressão de memória, isto é, uma revelação futura, para que o paciente possa se encontrar com o seu verdadeiro amor na vida atual.
Veja, a seguir, o caso de uma paciente que se sentia perdida, insegura e ansiosa com relação à sua vida profissional, mas, principalmente, na área afetiva, pois não conseguia encontrar um namorado.

Caso Clínico:
Não consigo arrumar um namorado
Mulher de 30 anos, solteira.

A paciente veio ao meu consultório, sem rumo, pois estava se sentindo desanimada, insegura e ansiosa em relação à sua vida profissional e afetiva. Profissionalmente, sentia-se cansada, desmotivada, tinha muitas dúvidas acerca de sua verdadeira vocação profissional. Fez Faculdade de Fisioterapia, mas, ao estagiar no hospital, ficou depressiva por lidar com pacientes mutilados. Acabou desistindo. Por estar perdida, sua prima sugeriu que ela fizesse estética e RPG. Optou por fazer RPG, mas acabou desistindo também, pois ficou muito cansada e deprimida. Depois, fez curso de massagem, mas ficou com dores nas costas por conta dos esforços físicos que a atividade exige. Fez curso de acupuntura, mas achou que o curso não foi bom.

Na área afetiva, fazia 10 anos que não conseguia arrumar um namorado. Desde a adolescência, sempre se preocupou muito em encontrar alguém com quem se afinasse. Tinha medo de ficar sozinha, de não conseguir encontrá-lo.

Na 3ª e última sessão de regressão, ela me relatou:
"Após atravessar o portão (recurso técnico que sempre utilizo nessa terapia, que funciona como um portal que separa o passado do presente, o mundo físico do mundo espiritual), vejo uma luz bem grande e intensa... É uma luz branca e está acima de mim.

- Veja se você consegue ir em direção a essa luz - Pedi à paciente.
Estou flutuando e entrando nela. É um lugar todo branco, parece que estou entre as nuvens (é comum os pacientes descreverem o plano espiritual como um local enevoado, esbranquiçado).
Vejo homens e mulheres, todos vestindo um roupão branco. Eles conversam em grupinhos, outros estão sozinhos, sentados num banco. É um lugar amplo, o ambiente chega a ofuscar de tão branco que é (pausa). Há uma pessoa que vem em minha direção. É um homem jovem, cabelos encaracolados. Eu me sinto tranquila, mas meio perdida, sem saber que lugar é esse. Ele quer falar comigo... Ele diz que estou num ambiente bom, que todos querem me ajudar. Ele quer me levar para conhecer uma mulher que está sentada num banco. Seus cabelos são castanho escuro, ela é jovem. Ela estava triste, mas quando me viu ficou feliz. Essa jovem estava ansiosa, me esperando. Ela me abraça. Acho que fui irmã dela numa vida passada (paciente intui). Diz que vai reencarnar e ser minha filha.

Estou arrepiada com o que ela me disse! Diz também que vai me ajudar e que vamos ser muito amigas. Agora o moço quer me levar para outro lugar. Eu me despeço dela com relutância, queria ficar mais tempo com ela, mas ele diz que não posso, pois o nosso tempo é curto (pausa). Estou entrando agora num outro ambiente. Há um grupo de senhores, mais velhos, cabelos e barbas brancas. Um deles segura a minha mão e me abraça. Ele é um dos meus mentores espirituais, diz que todos estavam me esperando. É um lugar que tem muitos livros, parece uma biblioteca. Têm muitos armários, cheios de livros. Tenho a impressão que eles acabaram de fazer uma reunião. O senhor que se identificou com sendo um dos meus mentores espirituais fala que está muito feliz em me ver, que sou uma pessoa especial. Fala também que estou cumprindo uma parte de minha missão na vida atual, mas preciso controlar a minha raiva, pensamentos negativos, impaciência e ansiedade. Ressalta que o meu pai da vida atual estava certo ao me dizer que tenho que ter paciência para não julgar as pessoas precipitadamente. Diz que vou ajudar muito as pessoas. É para eu continuar com o trabalho voluntário de acupuntura. Pede para não me preocupar com a massagem, que realmente me cansa muito, pois sou como uma esponja: sugo toda a energia do paciente. Diz também que aos poucos vou me desligando da massagem e trabalhar mais com acupuntura. Mas esse desligamento não vai ser tão rápido, porque as pessoas precisam de minha orientação espiritual, de um ombro amigo.

Esclarece que não é por acaso que elas me procuram para passar pelas sessões de massagem. É para encorajá-las a não desistir do lado espiritual. Da mesma forma, o meu trabalho de acupuntura também não é por acaso (é importante esclarecer ao leitor que, dentro da espiritualidade, o acaso não existe, tudo tem sua razão de ser, existir e acontecer. No entanto, nós, seres encarnados, ainda não compreendemos a lógica da vida pelo fato de que a vemos por meio da “fresta de uma fechadura”). O meu mentor espiritual diz que vai me ajudar na acupuntura. Pede-me para não desistir, para ser mais persistente, porque isso também faz parte de minha missão, de meu aprendizado (pausa). Ele está falando agora de minha vida amorosa: diz que o meu futuro marido irá aparecer, e que ao encontrá-lo, saberei quem ele é. Lembra que o meu futuro marido também precisa cumprir sua missão -pelo menos estar no caminho-, porque ele tem que reparar antes seus equívocos do passado para nos encontrarmos. Mas que esse encontro não vai demorar muito. Fala que o meu futuro marido também é uma pessoa boa, que vou ser muito feliz com ele. Pede-me para continuar morando no Brasil, porque as pessoas daqui têm muita carência; portanto, é para continuar trabalhando aqui, mas o meu mentor espiritual afirma que não vai me impedir de sair do Brasil, pois sabe que gosto de culturas e pessoas diferentes.

Revela também que a minha dificuldade de concentração nos estudos vai melhorar aos poucos. Pede novamente para que eu controle o meu lado negativo, ou seja, pensamentos negativos causados pelo meu medo, de minha insegurança em relação à violência neste país. Afirma que a minha saúde está boa, que posso fazer a cirurgia do nariz (paciente tem rinite, por conta do desvio do septo). Diz que essa cirurgia será um presente para que eu me sinta melhor, mais autoconfiante. Diz também que posso confiar no meu médico, pois é um profissional muito competente. Revela ainda que, no início de nosso encontro, não vou gostar de meu futuro marido por causa de sua aparência, mas que vou gostar de sua personalidade, pois ele é uma pessoa forte e irá me apoiar muito. Fala que ele foi meu filho, mas que o laço que nos uniu na vida passada foi muito curto, e que a gente já viveu junto também como marido e mulher em outras encarnações.
O meu mentor espiritual está agora se despedindo, pede para eu ir com Deus. Ele está se afastando, estou sendo puxada pelas costas para aquele portão que atravessei no início dessa sessão.

18 meses após o término da terapia, a paciente me mandou um e-mail agradecendo por tê-la ajudado a se reencontrar em sua vida. Transcrevo na íntegra o seu e-mail:
“Olá, Dr. Osvaldo!
Tudo bem? Fui sua paciente, fiz algumas sessões de regressão com o senhor. Faz tempo que venho ‘enrolando’ para mandar um e-mail de agradecimento ao senhor. Não sei se o senhor se lembra de mim, mas fiz a TRE porque estava sem rumo na vida e também queria entender a minha dificuldade de arranjar um namorado (há mais de 10 anos que não conseguia). E, durante uma das sessões de regressão foi me revelado, através de meus mentores espirituais, que ‘tudo viria ao seu tempo’, ou seja, o meu companheiro precisava estar no caminho de sua missão para poder me encontrar. E, por incrível que pareça, dois meses depois do término da terapia, conheci aquele com quem agora partilho experiências no voluntariado, onde trabalho como acupunturista. Aconteceu exatamente como os meus mentores espirituais haviam me revelado: ‘De início eu o rejeitaria por causa de sua aparência, mas saberia identificá-lo‘.

Foi isso exatamente o que aconteceu. Ele tinha acabado de começar a se voluntariar como dentista. Como ele tem um irmão gêmeo - também voluntario e dentista-, eles costumavam se revezar para trabalhar no mutirão (em um domingo do mês, vamos a uma comunidade carente para dar assistência médica e odontológica).
Em uma dessas idas, nos conhecemos. Mas, de início, não gostei dele porque o achei tímido demais -respondia em monossílabas-, o que me fez sentir desconfortável, pois me sentia como se estivesse falando com uma parede. Ele não me agradou nem um pouco com sua aparência. Apesar de tudo, a primeira vez que o ví, senti o ‘impacto’ da atração. Mas, como na conversa o achei entediante, me afastei dele e o deixei de lado. Depois, passei a trabalhar aos sábados no voluntariado e começamos a nos ver menos. Ele não desistiu de mim, resolveu ser meu paciente aos sábados para ficar perto. De certa forma, já havia percebido sua intenção de me conquistar. Mas fiquei quieta e esperei que ele se declarasse para depois rejeitá-lo, sem magoá-lo. Foi o que aconteceu: dei um fora nele. Ele ficou triste e se afastou de mim. Nesse meio tempo, fiquei muito estressada porque todo mundo do voluntariado, incluindo os meus pais, sabiam do interesse dele por mim e, portanto, me infernizaram para lhe dar uma chance. Resisti por um bom tempo. Até que um dia, não aguentei mais e acabei cedendo. Liguei para ele e saímos juntos. No começo, relutava em sair com ele. Passava vergonha por causa da maneira como ele se vestia. Mas, como estava começando a gostar dele, me esforçava para me acostumar. Com o tempo, fui me apaixonando cada vez mais. E hoje faz 10 meses que estamos juntos e no ano que vem pretendemos nos casar. Sinto um carinho imenso por ele e me preocupo com o seu bem-estar. Eu o mimo demais. Sei que essa minha atitude é o resquício dos sentimentos entre mãe e filho que nutrimos numa vida passada, e que também me foi revelado durante a sessão de TRE.

Por isso, Dr. Osvaldo, quero lhe agradecer de coração por ter me ajudado a reencontrar o meu amor. Desejo-lhe muito sucesso, para que o senhor continue com esse trabalho maravilhoso, ajudando as pessoas necessitadas - encarnadas e desencarnadas.
Muitíssimo obrigada!
Um grande abraço!”


Osvaldo Shimoda - osvaldo.shimoda@uol.com.br



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