segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

As Carícias No Namoro - Dado Moura

Para aqueles que buscam viver um namoro dentro do seu processo natural, precisa de ter em mente os limites para manifestar suas carícias.

Durante o namoro a gente aprende que aquelas expressões de carinho muito comuns entre amigos, quando se trata desse novo momento na vida da pessoa, tende a ganhar um diferencial. Muitas vezes, essa nova maneira de manifestar o apreço a alguém poderá não ser o modo mais apropriado para quem está no processo da descoberta da pessoa com quem almeja estabelecer vínculos.

A maneira como homens e mulheres expressam seus afetos são diferentes.
Para as mulheres, as quais levam o título de pessoas românticas, elas manifestam seus carinhos mais no aspecto emocional. Sem rodeios, elas falam que amam; mostram que estão felizes no relacionamento na maneira de olhar, de tocar o namorado. Através dos gestos da namorada são transmitidos de forma não verbalizada a empatia pelo outro entre outras delicadezas as quais, são consideradas por elas uma forma de nutrir o relacionamento conquistado.
Da mesma maneira como expressam a felicidade, elas também sabem manifestar insatisfação. Assim, para os homens mais atentos aos detalhes, não será preciso perguntar o que aconteceu, para entender o que a mulher está “dizendo” por meio de seus gestos.

Entre os namorados, há também o modo como o rapazes comumente se comportam. Como característica, podemos mencionar a sua habilidade de enxergar e resolver os problemas de maneira mais analítica, quase sempre sem levar em consideração ou atentar sobre as possíveis conseqüências de suas atitudes. Quase sempre eles estão prontos para dar soluções aos problemas. Se a questão é equacionar um mal entendido, é bem próprio dos homens quererem naquele momento discutir a questão, mesmo que a ocasião não seja a mais apropriada para uma conversa esclarecedora…
Por outro lado, apesar da aparente determinação, muitas vezes, tem-se a impressão que para o sexo masculino, atitudes mais românticas, como por exemplo caminhar pela rua em direção a casa da namorada com um ramalhete de flores, é para eles mais difícil do que enfrentar um cachorro-louco!

Mas, durante o namoro, ninguém tem a certeza que aquela pessoa será o (a) esposo (a) com quem buscamos partilhar a nossa vida. É na vivência desse tempo que estaremos colhendo informações para fazer a nossa escolha sobre o próximo passo.
Nesse processo de conhecimento que o namoro propicia, haverá também momentos de maior intimidade. Oportunidade para que os casais dentro de uma maior privacidade possam se conhecer naquilo que é próprio do outro. Enquanto que para a namorada, o termo “se fazer conhecer” significa saber mais a respeito do outro; para o namorado, pode significar um convite para maiores intimidades. Aliás, para algumas pessoas, até o significado da palavra “intimidade” que “diz respeito aos sentimentos ou pensamentos mais íntimos de alguém” (conf. Dicionário Houaiss), tem sentido único e voltado ao sexo.

Contudo, muitos casais, atropelando as etapas do namoro, começam a viver a intimidade, no sentido mais irrestrito da palavra, já nos primeiros meses de relacionamento.
É claro que dependendo da maneira como o casal manifesta seus carinhos e no ambiente que costumam namorar – quase sempre muito reservado - estímulos irão ser provocados. Consequentemente, se o casal não assumir um novo comportamento dentro do namoro, eles mal conseguirão ficar sozinhos sem que seus hormônios borbulhem, fazendo com que a libido fale mais alto.

Independentemente da maturidade dos namorados, eles estarão se colocando a prova de algo muito mais forte, podendo correr o risco de inverter, completamente, a ordem natural desse processo de conhecimento no qual ambos se propõem a viver.
Mais importante que desfrutar da intimidade do outro, será necessário descobrir como trabalhar com as diferenças próprias do temperamento entre os casais, como também lidar com autocontrole sem se deixar levar apenas pelos instintos.

Ninguém deseja viver um namoro isento dos toques e das manifestações de carinhos como beijos e abraços.
Assim, uma primeira atitude para aqueles que buscam viver um namoro dentro do seu processo natural, será de ter em mente que os limites para manifestar os carinhos pelo namorado (a) são estabelecidos por aquelas carícias que, se acaso fossem surpreendidos por alguém, em nada ofenderia tal pessoa ou causaria maiores constrangimentos ao próprio casal.

Um abraço,

Dado Moura
www.dadomoura.com



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