terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Namorar com os olhos no futuro - Dado Moura

Será um risco para o casamento, se o casal, mesmo conhecendo os erros e entraves do namoro, assume, ainda assim, o compromisso conjugal.

Apesar do tempo de convivência entre os namorados, algumas pessoas se sentem inseguras em assumir o compromisso conjugal com quem se dizem apaixonadas.
Hoje, ninguém é obrigado a se casar por troca de dotes ou porque foi prometida pelos pais conforme seus interesses. Tampouco, somos obrigados a assumir um compromisso tão sério, simplesmente porque o nome da pessoa foi “revelado” numa simpatia ou porque “sentimos” que esta é a pessoa que Deus tinha reservado como esposo(a).

Eu acredito que a vocação ao matrimônio é uma ação de Deus, mas a pessoa com quem vamos realizar o cumprimento desse chamado depende exclusivamente da nossa escolha. Pois, considerando a plena liberdade concedida por Ele a todos, seria uma incoerência considerar que essa liberdade se exclui quando se tratasse da vocação ao casamento.
Antes de se fazer qualquer opção, há necessidade do casal identificar se a pessoa com quem se relaciona a faz feliz na maneira como se vive ainda em tempos de namoro.

Para evitar surpresas desagradáveis no casamento, o namoro nos garante um período em que empenhamos para descobrir se a pessoa com quem estamos convivendo manifesta sinais de viver um mesmo propósito de uma vida comum.
Ainda que não tenhamos, neste relacionamento a certeza que o (a) namorado (a) será o futuro esposo (a), somos convidados a fazer pequenas renuncias em favor do outro enquanto convivemos.

Para garantir a felicidade almejada, os casais precisam reavaliar seus propósitos, especialmente se percebem que o namorado (a) tem hábitos muito contrários àqueles que consideram importantes para o convívio a dois. Tais como: a espiritualidade ou a completa falta da mesma; a relutância ao diálogo; a falta de disposição para o trabalho; o descaso para os compromissos ou em alguns casos, até a falta de cuidados com a higiene pessoal, entre outros.
Entretanto o pior defeito é aquele em que a pessoa não manifesta desejos em viver as adaptações exigidas no relacionamento. Entre elas, inclui-se o descaso em desenvolver também o hábito da reconquista, pois sabemos que nem somente de beijos e abraços se faz o namoro.

Com os olhos voltados para o futuro do relacionamento, seria um erro alguém se decidir pelo casamento acreditando que depois de casados a pessoa vai viver as mudanças detectadas, as quais precisam ser trabalhadas já neste tempo.
Alguns namorados assumem o compromisso do casamento, mas insistem em viver tudo aquilo que fazia parte da sua antiga rotina de solteiro. Cedo ou tarde, isso não será fácil assimilar, pois na vida conjugal, outras responsabilidades e afazeres irão surgir, exigindo mais atenção e disposição daquele que se mantinha fechado às mudanças.

Se amar é dedicar-se pela conquista do outro dia após dia; o casal de namorados precisará aprender a trabalhar também em suas diferenças, assim como, nas revindicações manifestadas pelo outro. Essas e outras adaptações têm como objetivo trabalhar naqueles hábitos e/ou comportamento que não agradam ao outro, a fim de que o namoro amadureça. Assim, o casal chegará à conclusão que aquela pessoa com quem se relaciona, traz virtudes que correspondem aos interesses comuns para viver o vínculo do matrimônio.

Temer por ficar solteiro, apegados a comentários a respeito da idade ou coisa parecida, ou ainda não falar das coisas que não agrada, simplesmente por medo das reações do outro não traz crescimento algum para o convívio a dois.
Será um risco para o casamento, se o casal, mesmo conhecendo os erros e entraves do namoro, assume, ainda assim, o compromisso conjugal. Pois é com essa pessoa – juntamente com todas as suas tendências e vícios – que vai se estabelecer uma família, construir uma vida, etc.

Um abraço,

Dado Moura
www.dadomoura.com



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