quinta-feira, 19 de julho de 2012

Carência Leva a Escolhas Erradas - Maria Isabel Carapinha

Aquele olhar dele hoje cedo estava diferente do normal... Semana passada falou comigo sem olhar nos meus olhos... Faz alguns dias que não escuto um elogio... Ele não fala nada que me inclua em seu futuro... Estes são sinais claros que você está sofrendo de carência afetiva.

A carência é um mal que atinge grande parte da população, para não nos sentirmos sós nos juntamos a pessoas e situações que não nos preenchem e não nos satisfazem, buscamos no outro o que não encontramos em nós.
O outro acaba se cansando, perdendo o interesse e lhe desqualificando.

A carência afetiva é um estágio posterior à falta de equilíbrio pessoal; quando estamos fora de nosso equilíbrio emocional, fazemos escolhas erradas e estas nos levam à carência afetiva.

Estar com alguém plenamente é um caminho de crescimento, um aprendizado contínuo, onde abrir mão muitas vezes é importante e se impor também; é ainda a possibilidade de vencer o medo da entrega e não precisar de aprovação porque você está segura de seu valor pessoal.

Conviver com quem se ama não é só uma oportunidade de conhecer o outro, mas também uma enorme chance de entrar em contato consigo mesmo. Se neste momento, você se sente só e não correspondida em seu relacionamento, pode ser a ocasião ideal para avaliar o que há de errado com você. Não espere nada de ninguém, busque a imensa fonte que há dentro de você.

A receita de uma decepção é acreditar 100% em alguém ou em você mesmo. Se depositar todas as suas expectativas em outra pessoa, você estará fadada a se decepcionar e viver infeliz para sempre.

A outra pessoa é do jeito que é pelo seu histórico anterior e não porque está com você. A bagagem que carregamos é fruto de nossas experiências sejam elas positivas ou negativas.

Os pais amam seus filhos de maneira incondicional, fazem tudo pelos filhos e nada recebem em troca. Na grande maioria dos casos, este foi o ensinamento que nos foi passado. Pelo aprendizado desta ótica errada, acreditamos que vamos encontrar no nosso parceiro a pessoa que nos ame, que seja um apoio ideal, alguém que esteja sempre pronto a nos trazer somente alegrias, alguém que resolva todos os nossos problemas, que nos dê atenção em primeiro lugar e que nos ame acima de qualquer coisa. Quando isso não acontece, o mundo cai, começamos a tentar entender o que estamos fazendo de errado na relação e, nesse momento, a carência afetiva toma conta de nossas vidas. A pessoa que está ao nosso lado não é responsável pela nossa felicidade, nem pela nossa vida, ela é, sim, um parceiro de caminhada que ficará ao seu lado enquanto houver admiração. Como admirar alguém carente e que não se valoriza?

O equilíbrio pessoal pode ser feito pela Mesa Radiônica, eliminando seus bloqueios e traumas anteriores fazendo com que você descubra seu poder pessoal, seu brilho e seus objetivos de vida.

Quando estamos em pleno equilíbrio e amamos uma pessoa, queremos que ela seja livre. Essa liberdade do outro nos dá segurança. Ela é livre e está comigo porque quer!
Um dia perdi uma grande amiga e depois de alguns anos a resgatei. Enorme era a vontade dela de se casar e ter filhos, o tempo passava e isso não acontecia; o relógio biológico não parava, a idade avançava e a vontade se ser mãe aumentava, o medo da solidão era enorme. Demonstrava isso de maneira intensa até mesmo com os amigos, fazia de tudo para ter a amizade de alguém, chegava até mesmo a sacrificar-se por conta da vontade de uma amiga. Sempre foi uma pessoa incrível daquelas de podermos contar a cada momento.

Certa vez conheceu uma pessoa e ficou apaixonada em pouco tempo. O moço era de difícil convívio, um gênio complicado e gostava de se isolar. Por enorme carência afetiva e medo de perdê-lo, ela renegou a todos os seus amigos e passou a conviver somente com ele. Acabou se casando e abriu mão de todos os seus sonhos, fazendo prevalecer os dele. Largou a profissão, os amigos e passou a viver em uma cidade do interior criando cachorros, que era o que ele gostava.
Nossa amizade se desfez neste tempo, porque ela se afastou e até chegou a me tratar de maneira distanciada porque o marido não gostava que ela tivesse amigos.

Passados alguns anos, ela me procurou dizendo estar separada, não havia conseguido ter filhos e estava infeliz. Iniciamos, então, o tratamento com a Mesa Radiônica trazendo-a ao equilíbrio, eliminando seus bloqueios e dando ênfase total à cura de sua carência afetiva que a fez escolher pelo caminho da infelicidade.

Hoje curada ela já se casou novamente, adotou duas crianças que até se parecem com ela fisicamente, uma coisa de destino mesmo e voltou a ser minha amiga, aquela amiga que um dia saiu do meu coração porque quis... e voltou!

Maria Isabel Carapinha



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