quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Liberdade - Ivanildo Falcão da Gama

Se mergulharmos mais fundo no oceano de mil possibilidades da mente,

De nossa alma, se nos unirmos profundamente à omnisciência de nosso imortal Espírito,

Se procurarmos ir para além das aparências

De nossa vida e personalidade, dos adornos de nosso ego,

Das cenas que compõem o teatro de nossas existências...

Se procurarmos ver o mais longínquo horizonte,

Atravessando tudo o que nos contaram ou o que nos contem...

Podemos parar...

Examinar sem discriminar...

Verificar

Que estamos cumprindo assim como que um script por nós criado,

Pré-determinado, fortemente influenciado por nosso meio,

Nossa cultura, nossa sociedade, nossa família, religiões ou filosofias separatistas...

Será que efetivamente temos a liberdade de ir e vir dentro de nossa cachola?

Se nossas ações e palavras têm como fonte os nossos pensamentos...

Pensamentos que vêm não se sabem de onde,

Pensamentos que povoam nossa mente muitas vezes incauta,

Irreflexiva...

Podemos ter acesso ao controle, seleção e guarida de nossos pensamentos?

- A meditação se nos propõe isto. Nos propõe sermos observadores de nós mesmos,

De nossos pensamentos, de nossos sentimentos, mesmo os mais secretos para nós.

[Aqui temos uma grande chave para sermos mais donos de nós mesmos, de nosso destino, de nossa liberdade, de nossa real felicidade!]

Mas, e se não tivermos o hábito de nos colocarmos como testemunha de nosso ego,

Como observadores de nossos pensamentos... Bons ou maus?

Como se vive? Temos mesmo liberdade? – Os pensamentos, como nuvens ao vento,

Vêm e se vão. Aparecem do nada e para o nada se retiram... Quando não os adotamos como certos ou errados, quando não nos servimos deles para nortear nossa ação, nosso comportamento...

Então somos como que escravos de nosso eu menor, nosso ego, nossos pensamentos e sentimentos que nos conduzem para um mar escarpelado de ilusões... Vivemos – e ainda precisamos viver – de ilusões... De experiências que nos darão preciosas lições... Quando olhamos para nossos dramas e tramas pretéritos e nos dizemos... ”Nessa eu não caio mais!”

Que é Liberdade?

Liberdade é poder escolher. É poder continuar nossa viagem no rumo certo. É poder se deslocar na Terra e no Céu, sem os grilhões da matéria, da alma, sem que estejamos presos por todo e qualquer apego. É poder amar sem limites e rumar para o ilimitado e o desconhecido que no infinito de nós mesmos nos aguarda. É poder fazer e não fazer. É nos relacionar sem as ataduras do carma e de convenções. É poder, enfim, amar incondicionalmente, sem nos deixar mais que as peias dos condicionamentos culturais, seculares, sociais, científicos ou religiosos nos dite o que e como fazer.

Liberdade é poder estar com Deus que, habitando em nós mesmos, somos nós mesmos. Liberdade é nos vermos refletidos em todos os seres. É saber vivencialmente que Deus, De + Eus, é UM só. Liberdade é viver esta grande verdade: Somos todos UM. Eu sou você, e eu me vejo em cada um de nós. Todos são uma parte de Mim.

Liberdade é, pois, poder voar ao infinito e conhecer o desconhecido, é poder Ser e viver com ou sem qualquer definição de Liberdade ou de qualquer outra coisa.

Ivanildo Falcão da Gama
16.8.2012
emamoreluz@gmail.com
www.supraconsciencia.blogspot.com



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