terça-feira, 27 de agosto de 2013

OTIMIZANDO O TEMPO, OTIMIZANDO A VIDA! - Ivanildo Falcão da Gama

Ninguém quer perder: bens, emprego, recursos financeiros, uma sincera amizade, conquistas intelectuais, culturais, a memória, o casamento, irmãos, filhos, pais... A própria vida então nem se fala!

Todos querem ganhar: a Paz, a tranquilidade em nosso trabalho, nosso lar, nossa rua, nossa cidade, nosso planeta; queremos ganhar dinheiro, saber usá-lo com sabedoria e fraternidade para gerar conforto, mas, principalmente, para gerar a felicidade de nossos entes queridos, para nos manter e colaborar com toda nossa família. Queremos ganhar discernimento, queremos ganhar mais confiança em nós mesmos e a confiança das pessoas. Queremos ganhar honrabilidade, ter dignidade... Queremos ser mais solidários, queremos a alegria, a prosperidade, a abundância material associada com a riqueza espiritual. Mas... O que estamos doando? Queremos ganhar muitas coisas... Mas acima de tudo almejamos ganhar a vida eterna, a salvação, os céus dentro e fora de nossa alma.

Queremos e devemos todos, consciente ou inconscientemente, otimizar nossa vida, otimizar nosso trabalho, minimizar esforços e maximizar resultados, otimizar nossas relações humanas.

Mas como fazer para otimizar nosso tempo, otimizando a nossa atuação nos espaços dos dias que nos foi generosamente dado viver?

Uma boa pedida será começar com a objetividade em nossas ações, nossos relacionamentos interativos, nossas metas que devem ser estabelecidas e escalonadas a curtíssimo, a curto, médio e longo prazo. Porque sem planejamento e persistência fica difícil alcançarmos nossos objetivos. Mas planejamento e unidirecionamento merecem o cálculo contido em nosso discernimento aliado à coragem de irmos além de nós mesmos, de nossas limitações ou pseudolimitações por nós mesmos criadas em forma de preconceitos e por deixarmos que nossos hábitos (“jogar no piloto automático”) comandem nossa ação, ao invés de nos tornarmos senhores de nossos tantos condicionamentos. Sim, não podemos ser levados pelas correntezas do impetuoso rio do hábito cego. Que utilizemos sim, nossos

Hábitos e rotinas, mas que jamais esqueçamos que podemos aprimorá-los, modificá-los, criá-los ou recriá-los e faze-los servir aos nossos propósitos e metas de vida. Por que nos robotizarmos fazendo sempre as mesmas coisas e do mesmo jeito? Podemos pegar um caminho diferente, criar uma nova receita, fazer um novo penteado, olhar e realmente ver, tocar e sentir, escutar e realmente ouvir, falar e dizer. Compreendermo-nos e compreender. Conhecer o que não se conhece e permitir que o desconhecido venha a nós. Almejarmos sempre o novo. Novas posturas, novas posições frente ao que supomos saber. Viajar nos sonhos e no inusitado da realidade. Esquecer por instantes o que já sabemos, esvaziando a vasilha de nossa mente para nesse vazio deixar entrar mais conhecimento, mais experiência... Desejando nos superar a cada dia. Querer mesmo transformar nosso aconchegante, porém muito limitado mundinho em um mundão de potencialidades, alargando assim nossos horizontes cognitivos, espirituais, nossos pensamentos, sentimentos e ações, vislumbrando a imensa gama das possibilidades humanas; sabendo que sim, que podemos, que na verdade somos muito mais capazes do que pensamos...Mas aqui temos que considerar a imprescindível necessidade de sermos flexíveis, amorosos, compreensivos, decididos, doadores, atentos e agradecidos ao que Deus nos traz. Precisamos saber fluir com o curso do rio da vida, adequando nossas necessidades e planejamento no que a vida nos oferece diariamente.

Tendo a consciência de que o universo sempre nos dá o melhor, mas, principalmente, intentando diariamente fazer o nosso melhor.

Para otimizar nosso tempo, proporcionando a nós mesmos maior qualidade de vida, ponderemos: Por que remoer dores e mágoas? O rio já passou em baixo da ponte... Ficou no ontem, ficou no passado! Por que viver no passado? Ou no futuro? Se treinarmos perdoar, ficamos muito mais livres e leves para caminhar ou voar na vida. E é no agora que está Deus e que podemos encontrá-Lo. É no agora que alcançamos a eternidade. É no agora que encontramos nossa verdadeira felicidade! É somente no agora que tudo acontece. É no agora que nascemos, que vivemos, que ultrapassamos o véu da morte. E é no agora que escolhemos o céu ou o inferno. Por que desperdiçar precioso tempo com o excesso de superficialidades, futilidades que empestam nossos meios de comunicação e nossa mente, como também por que perder tempo ensinando às pessoas o que devem ou não fazer, como devem se comportar, como devem viver e até (pasmem!) o que devem pensar? Acaso podemos conduzir o destino delas? Acaso as podemos modificar? Acaso podemos fazer por elas o que só elas mesmas podem em si realizar? É importante e fraterno auxiliar, orientar. Alertar quando preciso, avisar, transmitir nossa experiência, nossos conhecimentos e a sabedoria que a maturidade pode ensinar. Apoiar, consolar. Mas sem impor, sem forçar. Respeitar sempre, mas também, nos respeitar. A vida é feita a todo momento de escolhas e você sempre pode optar: O que fazer do seu dia, daquele tempinho vago, o que fazer de seu caminhar. O que fazer de sua vida, se lhe interessa mais amar ou odiar. E é sempre bom lembrar: colhemos o que plantamos, o que nossa alma semear. E por que perder tempo com excessos de justificativas, denotando assim a nossa dependência mental para com nossos companheiros de jornada? Ou superlotando a cabeça das pessoas com tantos e tantos “porquês” completamente desnecessários? Por que perder tempo com o condicionante “se”, (“se eu ganhar na loteria...”) e quando esse “se” se refere ao que já passou? “Se você fizesse assim ou assado poderia ter conseguido isto ou aquilo” “Se você fosse mais inteligente você veria que...” “Se eu tivesse...” “Se eu pudesse...” “Se não chover”, “Se eu não mudar de seção...”, “Se eu receber aumento...”

“E se o mundo acabar?” (...!?)!!!

O “se” se utiliza nas equações e equivalências proporcionais matemáticas ou como uma premissa ou proposição lógica donde se chega a uma conclusão. Mais ainda: “Por que você não observou que vinha aquele carro dali, por que não entrou naquela rua, por que você não agiu assim, por que você faz questão de me irritar, por que aquela pessoa não se dá bem com sua esposa, vizinhos ou filhos?” “Fulano é um imprestável, um falsário, um mulherengo, é isto ou aquilo...” “Ele se acha...” “Entendeu? Entendeu?” Meu Deus, por que perder nosso rico tempo com fofocas? Ou alimentando a nossa mente de informações do boletim policial (até na hora sagrada das refeições!) quase todos os dias, via mídia ou via as próprias pessoas, que, não tendo o que fazer de seu tempo ou de sua vida se comprazem em malhar fulano ou sicrano, criticar quem trabalha, espalhar o terror de notícias inúteis ou chocantes...” levar a vida à toa, à toa... “Você viu o que aconteceu hoje na cidade?” “Na estação do metrô?” “Na casa de fulano?” ... ou lá no “cafundó dos judas”, aquele indivíduo que matou sicrano, aquele fulano que assassinou beltrano...o tráfico de drogas que fez mais uma vítima, a bala perdida...

Observe-se agora mesmo ao ler essas linhas aí de cima. Te fez bem? Para que espalhar o medo! Que perda de tempo, não é? Já existe tanto medo nas pessoas... Saibamos que o antídoto do medo é o amor, o amor posto em ação que dissolve e vence tudo. Mas, paremos um pouco e reflitamos: por que se nos deixamos hipnotizar pela televisão em programas e notícias que ferem a inteligência e a dignidade humana, que simplesmente não nos acrescentam nada, ou por outra, acrescentam puro lixo e poluição nas nossas cabeças? Quando não nos podemos controlar comprando supérfluos ou bem mais do que realmente necessitamos... Por que perdemos tanto tempo de nossas vidas reclamando, criticando? Ou espalhando para todo mundo: Não gosto de Fulano, ele é assim, ele é isto, aquilo, ele fez isto ou aquilo, “ele não regula bem”, ele ou ela é magro

demais, ou gordo, feio ou banguela, ou... Ele me ofendeu, agrediu aquele outro... Vocês sabem o quanto há de negatividade no mundo,

Mormentemente no mundo de hoje. Todos sabemos que a criminalidade atua o tempo todo no mundo. Todos sabemos que todos os dias nascem e morrem muitas pessoas. Sabemos o que acontece e como é a vida de nossos semelhantes nas favelas das grandes

cidades... Todos sabemos de políticos, empresários, administradores, funcionários, patrões e subordinados que falsificam, ferem, exorbitam, que desviam ou malversam o erário público, que querem dominar ou continuar a escravizar os menos afortunados com irrisórios pagamentos e salários, que a corrupção corre solta em todos os quadrantes do país, do mundo...A fome, a violência, o descaso... Aqui não se trata em absoluto de se fazer “vista grossa” ou viver omisso para essas mazelas da trama e do drama humano. Não, ninguém quer nem deveria ser alienado. Mas, convenhamos, já chega de entupir nossos ouvidos e os de nosso próximo com essas notícias que modificam para baixo o padrão vibratório das pessoas; e mais, que contribuem para aumentar ainda mais o medo (e a violência) no mundo. Ao invés, procuremos sempre treinar observar o lado positivo das pessoas, elogiá-las no que elas têm de melhor e mais louvável, esforçarmo-nos sempre para ver o lado positivo das situações, (porque sempre há) contemplando impassivamente o que sói acontecer sempre com quem age na contravenção, na imoralidade, na falsidade... Seguindo na contramão das Leis de Deus. ”E teus olhos verão o castigo dos ímpios”, a bíblia nos fala. Portanto, chega!!! Basta de nos autoimportunar! Precisamos estancar em nós o vazamento da palavra e da crítica gratuita... Não julgar. Pois precisamos nos poupar mais. Deus está vendo tudo.

Concordam que essas coisas são um grande desperdício de tempo? Que a calúnia, a fofoca, a inveja, as inverdades, as palavras vãs e completamente sem utilidade, as ilusórias limitações, a falta de objetividade na ação e no nosso trabalho, a distração contumaz, a escravidão e a inércia mental daqueles que não agem, apenas reagem em razão de seus arraigados hábitos e preconceitos, não podem produzir nada de bom na vida?

Otimizar nosso tempo significa otimizar nossa vida: Tempo se pode criar. Tempo também é uma questão de consciência, de preferência, de prioridades. Costumo dizer que, se queres pedir um favor para alguém peça à pessoa mais ocupada. Assim terás grande chance de ser atendido. Mas se pedires àquela pessoa que não tem tempo para nada, amuada, aí então será bem mais difícil. Portanto, otimizando nosso tempo e

Por conseguinte a nossa vida, teremos mais tempo para pensar, também para repensar, relevar, reconsiderar, para bolar soluções ou arquitetar coisas melhores. Para as coisas que realmente importam na vida. Como por exemplo, dizer o que se vai sinceramente em nosso coração: Eu te amo! Teremos mais tempo para nosso trabalho, que assim pode ser mais prazeroso e produtivo. Teremos mais tempo para dormir, para nosso lazer, para não fazer nada ganhando assim mais energia para empregarmos na nossa lide diária. Teremos mais tempo para sermos atenciosos com nossos filhos. Teremos mais tempo para quem amamos. Teremos mais tempo para namorar e fazer amor. Teremos mais tempo para aumentar nossa cultura, expandir nosso amor e nossa sabedoria. Teremos mais tempo para ajudar os outros, posto que, em verdade, quando assim procedemos estamos verdadeiramente ajudando a nós mesmos. Teremos mais tempo para viver, teremos mais tempo para ensinar aprendendo e aprender ensinando, para a boa palavra, para o conselho amigo, para soerguer e trazer o bálsamo para quem está em provações no sofrimento, para sorrirmos e rirmos de nós mesmos e para fazermos sorrir! Para plantar uma árvore, cuidar da casa ou do jardim. Para cantar, para ouvir boa música, para viajar! Para visitar amigos, mantendo e fortalecendo nossos vínculos afetivos, o que é uma preciosidade. Para dançar. Para dar uma festa, absolutamente sem nenhum motivo ou data especial, senão que para celebrar e glorificar a imensa dádiva, o privilégio e o dom da própria vida, para estrelejar alegrias, congratulando-nos com amigos, os amigos dos amigos, fazendo novas amizades! Teremos ainda mais tempo

para ouvir. Teremos mais tempo para as crianças e os velhinhos. Teremos mais tempo para orar, meditar, refletir, contemplar a natureza, apreciar a beleza natural e artificial. Pois a oração, a meditação, a reflexão e a contemplação dos nossos dias e de nosso momento na vida (exame de consciência) são de fundamental importância para corrigirmos nossas falhas e assim podermos acertar mais na próxima vez. Sem termos que passar o tempo todo pelas mesmas lições na escola da vida. E teremos mais tempo para sermos e nos sentirmos úteis, para servir, para fazer valer a nossa vida. Para acumularmos o tesouro imorredouro das virtuosas ações benfazejas que engrandecem a

Nossa alma e assim nos fazer cada vez mais perto do éden de nossa consciência... Teremos mais tempo para amar. Teremos, portanto, mais tempo para viver, mais tempo para nós, teremos mais tempo para Deus.

Assim vemos que a otimização e a boa administração do tempo podem representar a otimização de nossa vida; pode, no mais das vezes fazer toda a diferença para nossos sucessos, pode nos proporcionar viver na admirável sincronia da vida, pode nos conduzir à conscientização de vivermos e atuarmos no real tempo de Deus, que é onde tudo floresce e acontece no exato momento do AGORA. Que é onde, abrindo nossos olhos espirituais, físicos e mentais podemos ver o milagre da vida acontecendo bela, radiante, majestosa, generosa e célere em cada segundo... E assim enxergar e nos valer das oportunidades, também criando-as para nós mesmos e para os outros. Convidando-nos para a vida plena, para a conquista do paraíso que começa em nós mesmos aqui na Terra.

Ivanildo Falcão da Gama



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