segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Traçamos o Nosso Próprio Destino - Bernardino Nilton Nascimento

É comum acreditarmos no mundo do fatalismo. Porém, todos os fatalistas colocam fora de si mesmo a força e o poder que determina o seu destino, e é aí que está a fraqueza e a insegurança desse sentimento. A base do fatalismo é que sofremos os efeitos das causas que não colocamos em atividade.

O fatalismo tira de nós o livre-arbítrio e, com isso, tira toda a responsabilidade moral que cabe a cada um seguir seu destino. O mais importante para ter uma vida regada de alegrias e equilíbrio é valorizar a sua própria crença e acreditar em seu próprio coração. Aquilo que falamos por realmente acreditar vai se manifestar em nossa vida material.

Se aceitarmos uma doutrina ou uma teoria, inconscientemente somos, em parte, seguidores dela. Mas devemos conhecer bem os seus princípios para não sofrermos as consequências de abraçar uma causa desconhecida. Se não acreditarmos em uma crença com o devido respeito e a força da fé, seremos sempre instáveis e desequilibrados, perdendo, com isso, a força das nossas palavras.

A lei do Carma, da causa e efeito, é fatal para o nosso destino, pois ninguém esta imune às consequências dos seus atos, nesta ou em outras vidas. Jesus falou que não julguemos para não podermos ser julgados, pois tudo o que plantamos certamente vai fazer parte da nossa colheita.

Para algumas crenças, o ser humano entra na vida terrestre em um ambiente que seu carma passado, pensamentos e atos, criaram. Ele pode ter um destino bom ou cruel, a depender do seu merecimento. Com isso, podemos afirmar que cada ser humano desenha o seu destino? Será que os pensamentos e atos realizados no presente formam o futuro tanto da existência atual como da seguinte?

Eu acredito que se temos o poder de criar o nosso destino, também temos o poder de modificá-lo. Temos que aproveitar a oportunidade que o livre arbítrio nos concede. Então, será possível modificar o destino por ele estar sujeito a lei do Carma? Sim. E como foi dito, o livre-arbítrio é que nos proporcionará a mudança, pondo em atividade novas causas.

Sabendo que, possuindo o livre-arbítrio, não devemos julgar quem é absolutamente livre. Temos a liberdade de empregar, ou não, a força da fé. Temos a liberdade de agir de acordo com a vontade Divina ou contra ela.

A nossa vontade não só é limitada pela falta de conhecimento das leis Divinas, mas também modificada constantemente pela vontade dos outros. Porém, se nos habituarmos a confiar plenamente nas leis de Deus, estaremos unidos a seguir numa só crença, a do amor. Com o desejo de ver o próximo feliz, estamos completamente isentos da influência de qualquer vontade estranha que nos traz desequilíbrio.

Existem outras leis muito fortes e que também podem modificar o nosso destino. As leis da graça e do perdão nos aproxima do nosso irmão, pois nos fazem desejar só o que for de melhor para eles. Com fé em Deus produziremos uma completa transformação no nosso interior.

Então, para vencermos a lei do carma e nos colocarmos sob a lei da graça e do perdão, é preciso perdoar, verdadeiramente, a todos. É preciso que esqueçamos não só os erros dos outros, mas também os nossos, por maiores que sejam.

A lei de que colhemos o que semeamos não deixa de existir por nos colocarmos sob a lei da graça. Apenas venceremos os seus efeitos externos por meio de uma lei superior, a qual nos eleva acima das leis das causas materiais. Todas as leis que nos modifica para melhor, aliadas ao conhecimento da lei Divina, constitui a magia do amor.

À proporção que nos convencemos da realidade destas leis espirituais e de suas aplicações em nossas vidas, iremos colher o fruto de uma existência mais de acordo com os princípios da harmonia, da verdade, da justiça e do amor. O nosso progresso material correrá paralelamente ao nosso desenvolvimento espiritual.

Não existe dívida na mente Divina. Tudo está amortizado. Devemos nos colocar sempre sob a lei da graça e do perdão, e não sob a lei do carma. Assim, o Universo sempre nos presenteará com o que é realmente nosso por direito divino.

Não há perda de memória para quem deseja a felicidade do próximo, mas devemos esquecer tudo que nos fizeram mal. Diante da nossa força interior e da consciência das leis Divinas, traçaremos o nosso destino de uma maneira que possamos sempre modificá-lo para melhor.

Bernardino Nilton Nascimento - bn.nascimento@uol.com.br



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